Administrador

Administrador

Terça, 29 Novembro 2016 19:08

AMAZÔNIA: ESCOLAR PÚBLICO DOENTE! SOS!

O ICB5/USP, EM PARCERIA COM O CENTRO UNIVERSITÁRIO ( UniFSL) E DIREÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS DE MONTE NEGRO, REALIZOU ESTUDO DE PREVALÊNCIA DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO-TRANSMISSÍVEIS (DCNT) E SEUS FATORES DE RISCO EM ESCOLARES DE MONTE NEGRO. O RESULTADO NÃO FOI SUPREENDENTE, POIS ESTUDOS ANTERIORES (COELHO ET AL., 2015 E VIEIRA et al, 2016) APONTAVAM PARA UMA CIDADÃO IDOSO COM ALTÍSSIMA PREVALÊNCIA DE DCNTs. CONSEQUENTEMENTE, ESPERAVA-SE A OCORRÊNCIA DE FATORES DE RISCO NOS MAIS JOVENS. O ESTUDO APONTOU PROBLEMAS ALÉM DO ESPERADO: ALÉM DOS FATORES DE RISCO, AS DCNTs TAMBÉM ESTÃO OCORRENDO ENTRE OS ESCOLARES! (VER TABELA). EM REUNIÃO ENTRE A NOVA GESTÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL, O ICB5/USP E CORDENAÇÃO DE MEDICINA DA UniSL, FICOU ACERTADO A ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE INTERVENÇÃO EM SAÚDE E EDUCAÇÃO ENTRE OS ESCOLARES DAS ESCOLAS PÚBLICAS URBANAS. O PROJETO, GROSSO MODO, DIVIDE-SE EM 3 EIXOS: A-) CONSULTAS MÉDICAS E ODONTOLÓGICAS, COM APOIO DE NUTRICIONISTA E FONOAUDIOÓLOGA REGULARES NAS ESCOLAS (10 CONSULTAS/DIA), ENVOLVENDO ACADÊMICOS DE MEDICINA E ODONTOLOGIA; B-) SCREENING PARA DISTÚRBIOS METABÓLICOS, DISFUNÇÃO RENAL, OBESIDADE, HIPERTENSÃO ARTERIAL, DOENÇAS DA VISÃO E SEDENTARISMO E C-) INSERÇÃO DE CONTEÚDO EDUCATIVO NO SENTIDO DE PROMOVER A SAÚDE E NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DE AGRAVOS ENTRE ALUNOS, PAIS E PROFESSORES. ESPERA-SE RECURSOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DA ORDEM DE R$ 40.000,00 VIA PROGRAMA DE SAÚDE ESCOLAR, PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROJETO. MÃOS À OBRA!

 

APÊNDICE 2 – Agravos à saúde e fatores de risco para DCNTs em escolares de 6 a 16 anos na área urbana de Monte Negro, 2016 (in press, 2017).

 

AGRAVOS PREVALÊNCIA % PREVALÊNCIA
AGRAVO % PREVALÊNCIA
HAS 6,9 (34/489) 69/1000 ALUNOS
DM1 0,2 (1/493) 2/1000 ALUNOS
INT. GLICOSE 4,8 (24/493) 48/1000 ALUNOS
SOBREPESO 17,14(84/490) 171/1000 ALUNOS

SOBREPESO+

OBESIDADE

29,6)145/490) 296/1000 ALUNOS
OBESIDADE 12,44 (61/490) 124/1000 ALUNOS
SEDENTARISMO 31,87 (138/433) 319/1000 ALUNOS
DESNUTRIÇÃO 2,8 (14/493) 28/1000 ALUNOS
ANEMIA HB 5,9 (28/474) 59/1000 ALUNOS
TRIGLICERÍDEOS 19,7 (97/492) 197/1000 ALUNOS
HDL 40,2 (198/492) 402/1000 ALUNOS
LDL 6,1 (30/492) 61/1000 ALUNOS
DISFUNÇÃ0 RENAL 0,41   (2/486) 4/1000 ALUNOS
PARASITOS PATOGÊNICOS 7,38 (20/271) 74/1000 ALUNOS
PARASITOS NÃO PATOGÊNICO 22,28(62/271) 223/1000 ALUNOS
PARASITOS TOTAIS 30,25 (82/271) 302/1000 ALUNOS

 

 
Domingo, 20 Novembro 2016 17:21

RELATÓRIO DE VIAGEM EQUIPE DE RONDÔNIA

RELATÓRIO DE VIAGEM EQUIPE DE RONDÔNIA

“I EXPEDIÇÃO HUMAITÁ”

USP/CEPEM/CEMETRON/FIOCRUZ/UNISL-RONDÔNIA E SEMUSA/HUMAITÁ-AM

 

 

 

PERÍODO: 11 A 18/11/206

EQUIPE:

2 MÉDICOS INFECTOLOGISTAS PhD (USP/CEPEM/CEMETRON/SÃO LUCAS)

2 BIOMÉDICOS (1 MSc) (SÃO LUCAS E SEMUSA-AM)

1 ODONTÓLOGO (SEMUSA-AM)

1 ENFERMEIRA (SEMUSA-AM)

1 TECNICO EM ODONTOLOGIA (SEMUSA-AM)

1 TÉCNICA DE ENFERMAGEM (SÃO LUCAS)

2 TÉCNICAS DE LABORTÓRIO (USP E SÃO LUCAS)

2 TÉCNICOS EM PRÓTESE DENTÁRIA (SEMUSA-AM)

13 ACADÊMICOS DE MEDICINA UNISL (INTERNOS DO ÚLTIMO ANO DO CURSO)

TRIPULAÇÃO BARCO: 5 PESSOAS

DIA 1

SAÍDA DE HUMAITÁ: 11H

CHEGADA EM MOANENSE: 16H

ATIVIDADE: MOBILIZAÇÃO DA COMUNIDADE PARA ATENDIMENTO EM 12/11

DIA 2 e DIA 3

ATIVIDADE: ATENDIMENTO MÉDICO E LABORATORIAL DAS 7 ÀS 19H

OUTROS EXAMES: 43

URGÊNCIAS: 1 URGÊNCIA HIPERTENSIVA.

HANSENÍASE: 2 CASOS

2 CASOS HEPATITEB

1 CASO DE SÍFILIS

DIA 4

SAÍDA DE MOANENSE: 7H

CHEGADA A LARANJEIRAS: 8H

EXAMES LABORATORIAIS BIOQUÍMICOS: 156

TESTES RÁPIDOS: 33 (1 POSITIVO PARA SÍFILIS)

OUTROS EXAMES LABORATORIAIS: 63

URGÊNCIAS: 1 CRIANÇA DE 13 ANOS COM FRATURA DE ANTEBRAÇO ESQUERDO. ENGESSADO, FORNECIDO MEDICAMENTO PARA ANALGESIA E REMOÇÃO PARA HUMAITÁ PARA RX E AVALIAÇÃO ORTOPÉDICA. 3 URGÊNCIAS HIPERTENSIVAS.

HANSENÍASE: 5 CASOS NÃO TRATADOS, MAS NOTIFICADOS. (FALTA DE MEDICAÇÃO)

SÍFILIS: 1 CASO

EXAME DE COMUNICANTE DE HANSENÍASE: 48 PESSOAS

DIA 5

SAIDA DE LARANJEIRAS: 6H

CHEGADA EM PRAINHA: 7H

OUTROS EXAMES LABORATORIAIS: 23

URGÊNCIAS: 1 HOMEM 35 ANOS COM HISTÓRIA DE EMBRIAQUEZ E QUEDA DE 2 M. PROVÁVEL HEMOTÓRAX. PROVÁVEL LESÃO HEPÁTICA (TRAUMA). REALIZADO IMOBILIZAÇÃO CERVICAL, 2 ACESSOS VENOSOS COM GELCO, ANALGESIA, SONDA VESICAL, DICLOFENACO E REMOÇÃO PARA HUMAITÁ. 2 URGÊNCIAS HIPERTENSIVAS.

DIA 6

SAÍDA DE PRAINHA: 5:30H

CHEGADA A CARAPANATUBA: 6:30H

OUTROS EXAMES LABORATORIAIS: 45

URGÊNCIAS: 2 MULHERES 70 E 75 ANOS COM CRISE HIPERTENSIVA.

HANSENÍASE: 1 CASO, NOTIFICADO E TRATADO.

SAÍDA DE CARAPANATUBA: 14:45H

CHEGADA A CARACÁ: 15:30H

TEMPESTADE TROPICAL INVIABILIZA ATENDIMENTO

DIA 7

CARAPANATUBA DAS 7 ÀS 14H

OUTROS EXAMES LABORATORIAIS: 45

URGÊNCIAS: 1 CASO DE URGÊNCIA HIPERTENSIVA.

SAÍDA DE CARAPANATUBA: 14:30H

CHEGADA EM BOCA DO CARAPANATUBA: 15H

OUTROS EXAMES LABORATORIAIS: 20

SÍFILIS: 1 CASO

URGÊNCIAS: Zero

SAÍDA PARA HUMAITÁ :18 H EM 17/11/2016

DIA 8

CHEGADA EM HUMAITÁ: 11:30h EM 18/11/2016

PRODUÇÃO GERAL

TOTAL DE ATENDIMENTOS MÉDICOS: 553

ATENDIMENTOS >39 ANOS: 181

ATENDIMENTOS ENTRE 15 A 39 ANOS: 135

ATENDIMENTOS < 15 ANOS: 237

MÉDIA DE CONSULTAS: 92/DIA

TOTAL DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS: 37

PACIENTES ABORDADOS NA PESQUISA (EXAME PARA HIPERTENSÃO, DIABETES, DISFUNÇÃO RENAL, DISLIPIDEMIA, ANEMIA, OBESIDADE, SEDENTARISMO, DISFUNÇÃO VISUAL, ABUSO DE SUBSTÂNCIAS) :181

EXAMES LABORATORIAIS BIOQUÍMICOS: 905

TESTES RÁPIDOS (HBV+HCV+HIV+VDRL): 724

FORNECIMENTO DE ÓCULOS PARA LEITURA: 84

 

Prof.Dr. Luís Marcelo Aranha Camargo CRM/RO 938

Responsável Técnico pela Equipe de Rondônia

Terça, 01 Novembro 2016 21:21

I EXPEDIÇÃO HUMAITÁ 2017

No período de 11 a 18/11/2016 a equipe de pesquisa do ICB5/USP, com apoio decisivo da FIOCRUZ/Noroeste, da SESAU/RO (CEMETRON e CEPEM6 ) e da Prefeitura Municipal de Humaitá-AM, realizam a I Expedição Humaitá. A equipe, composta de 25 pessoas entre acadêmicos de medicina, alunos de pós graduação, alunos de iniciação científica (PIBIC), médicos, biomédicos e técnicos terá como objetivo descrever o perfil nosológico de uma parcela da população ribeirinha de Humaitá-AM, sob a ótica do fenômeno da “transição epidemiológica”. Este termo, muito em voga, é utilizado para descrever o processo de envelhecimento global da população. Com a redução da mortalidade infantil (principalmente pela vacinação) e o aumento da expectativa de vida das pessoas (pela melhora na tecnologia na assistência à saúde), começa-se a acumular a população idosa e, consequentemente, as doenças mais frequentes neste grupo etário como a pressão alta, o diabetes, as alterações no colesterol, problemas de visão, problemas pulmonares, insuficiência renal e o câncer. Como estamos na gigantesca Amazônia, temos a desvantagem de acumular, além das doenças dos idosos (o amazônida começa a envelhecer), as doenças infecto-parasitárias como as hepatites, hanseníase, HIV, malária, filariose, parasitoses intestinais, entre outras. A ideia geral da Expedição é evidenciar este fenômeno, também chamado de “dupla carga “ de doenças, ou seja, a ocorrência concomitante de doenças infecto-parasitárias e doenças crônicas. Este fenômeno ainda é pouco estudado na Amazônia e seguramente o sistema público de saúde está despreparado para atender esta “dupla-carga” de doenças na imensidão amazônica. Trata-se da primeira prospecção do problema que poderá culminar com propostas de políticas públicas para o enfrentamento da situação. Além da atividade de pesquisa, será oferecida à população vacinação, medicamentos e o atendimento odontológico.

 

Terça, 01 Novembro 2016 23:12

ICB5 e UFAC

O ICB5/USP, em parceria com a UFAC, colaborou no desenvolvimento da disciplina sobre “Bioestatística e Epidemiologia aplicada ao Trabalho de Campo em Parasitologia”. Doze alunos da UFAC (mestrado em ciências da saúde) estavam inscritos. Foram 40 horas de atividades com aulas expositivas dialogadas, apresentação de artigos científicos, realização de exercícios práticos e aplicação de prova escrita, no período de 17 a 21/11/2016. Todos os alunos obtiveram êxito. Foi uma experiência muito agradável e produtiva. Colaboraram os Profs. Drs. Dionatas Mennegetti e Cristiane Cardoso da UFAC. “ É extremamente gratificante poder colaborar com escolas emergentes da Amazônia. A USP não pode se furtar a colaborar com a fortificação destas iniciativas. Trata-se de um papel primordial de uma instituição de ensino tradicional e que atua na Amazônia á 25 anos”, comenta o coordenador do ICB5/USP-Luís Marcelo.

 

 

O ICB5/USP INAUGUROU NESTE DIA 29/08/2016 SEU AMBULATÓRIO DE OFTALMOLOGIA EM ATENÇÃO BÁSICA. SERÃO, INICIALMENTE, REALIZADAS 30 CONSULTAS A CADA 15 DIAS, TODAS GRATUITAS E PELO SUS. ENQUANTO NOVOS APARELHOS NÃO CHEGAM (TONÔMETRO E RETINÓGRAFO) O AMBULATÓRIO ESTÁ CAPACITADOS A REALIZAR DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO CLÍNICO DE VARIADO NÚMERO DE DOENÇAS OCULARES, COMO: DOENÇAS DA PÁLPEBRA, CÍLIOS, ESCLERA, ÍRIS, PUPILA, CRISTALINO (CATARATA) E VÍCIOS DE REFRAÇÃO (MIOPIA, PRESBIOPIA, HIPERMETROPIA, ASTIGMATISMO). EM BREVE A AMBULATÓRIO ESTARÁ CAPACITADO A REALIZAR EXAME DE GLAUCOMA (“PRESSÃO ALTA NOS OLHOS”) E DOENÇAS DA RETINA (“FUNDO DE OLHO”), COMO TOXOPLASMOSE, PRESSÃO ALTA, DIABETES E OUTRAS DOENÇAS INFECCIOSAS.
 
 
APARELHO DE GREENS, DR. JOÃO RABELO E ACADÊMICOS DE MEDICINA
 

O ICB5/USP inaugura em 29/08/2016 seu ambulatório de oftalmologia em atenção básica (AMB-OFT/USP). O ambulatório, que atende os pacientes via SUS, é o único em um raio de 250 km de Monte Negro, sendo o município do interior pioneiro a prestar atendimento oftalmológico gratuito à população. Em média, antes da inauguração do AMB-OFT/USP, os usuários aguardavam 3 a 4 meses para uma simples consulta oftalmológica em Porto Velho (capital, a 250 km de M Negro). Atualmente o AMB-OFT/USP atenderá pacientes de Ariquemes, Cacaulândia, Buritis, Campo Novo, Alto Paraíso, além de M. Negro.

O ambulatório foi criado com apoio da reitoria da USP, Diretoria do ICB/USP, IPEPO (UNIFESP) e da Receita Federal (que doou os equipamentos), com apoio da Liga Acadêmica de Atenção em Oftalmologia Básica de P. Velho. Os serviços prestados podem auxiliar no diagnóstico de: vícios de refração (uso de óculos), doenças da área externa dos olhos (pálpebras, cílios, esclera, íris, pupila, córnea, ducto lacrimal), além de catarata (cristalino). Esforços estão sendo realizados para a aquisição de um retinógrafo, que permitirá exames da retina (fundo do olho) para diagnóstico de complicações de doenças infecciosas (toxoplasmose, citomegalovírus, HIV, etc.) ,pressão alta (hipertensão), alterações de colesterol (dislipidemia), e diabetes (açúcar aumentado).

As consultas devem ser agendadas pelo fone 69-35302349 com a Enf. Raquel.. As consultas, inicialmente, ocorrerão a cada 15 dias, 30 pacientes/dia.

Quarta, 10 Agosto 2016 12:20

I EXPEDIÇÃO HUMAITÁ

 
No período de 3 a 11/9/2016 a equipe de pesquisa do ICB5/USP, com apoio decisivo da FIOCRUZ/Noroeste, da SESAU/RO (CEMETRON e CEPEM)e da Prefeitura Municipal de Humaitá-AM, realizam a I Expedição Humaitá. A equipe, composta de 25 pessoas entre acadêmicos de medicina, alunos de pós graduação, alunos de iniciação científica (PIBIC), médicos, biomédicos e técnicos terá como objetivo descrever o perfil nosológico de uma parcela da população ribeirinha de Humaitá-AM, sob a ótica do fenômeno da “transição epidemiológica”. Este termo, muito em voga, é utilizado para descrever o processo de envelhecimento global da população. Com a redução da mortalidade infantil (principalmente pela vacinação) e o aumento da expectativa de vida das pessoas (pela melhora na tecnologia na assistência à saúde), começa-se a acumular a população idosa e, consequentemente, as doenças mais frequentes neste grupo etário como a pressão alta, o diabetes, as alterações no colesterol, problemas de visão, problemas pulmonares, insuficiência renal e o câncer. Como estamos na gigantesca Amazônia, temos a desvantagem de acumular, além das doenças dos idosos (o amazônida começa a envelhecer), as doenças infecto-parasitárias como as hepatites, hanseníase, HIV, malária, filariose, parasitoses intestinais, entre outras. A ideia geral da Expedição é evidenciar este fenômeno, também chamado de “dupla carga “ de doenças, ou seja, a ocorrência concomitante de doenças infecto-parasitárias e doenças crônicas. Este fenômeno ainda é pouco estudado na Amazônia e seguramente o sistema público de saúde está despreparado para atender esta “dupla-carga” de doenças na imensidão amazônica. Trata-se da primeira prospecção do problema que poderá culminar com propostas de políticas públicas para o enfrentamento da situação. Além da atividade de pesquisa, será oferecida à população a vacinação, medicamentos e o atendimento odontológico.
 
Sexta, 29 Julho 2016 13:08

AÇÃO SOCIAL DA LOAB NO RIO PURUS

 
No período de 16 a 25/7/2016 a Liga de Oftalmologia em Atenção Básica (LOAB), composta de acadêmicos de medicina da Faculdade São Lucas, fez-se presente durante a XI Expedição Lábrea, organizada com apoio da Sesau/RO (Cepem e Cemetron), USP e Fiocruz/Noroeste. As acadêmicas Mayara Laudisse e Tamila Lima (6º período do curso de medicina) participaram do atendimento de 208 pacientes, moradores das margens do rio Purus no município de Lábrea, Amazonas. A expedição tinha como objetivos: 1-) testar a ivermectina (ensaio clínico) para o tratamento da filariose denominada mansonelose (ainda não há tratamento específico); 2-) estimar a prevalência de hanseníase; 3-) estimar a prevalências de doenças infecciosas/parasitárias e crônicas não transmissíveis (hipertensão arterial, diabetes, etc.) e 4-) estimar a prevalência de anemia, desnutrição e parasitose intestinal. A Expedição contou com apoio da Prefeitura Municipal de Lábrea que cedeu o barco hospital e a tripulação. Foram doados ao todo 30 óculos para leitura (presbiopia). Estes óculos (marca Leitor) foram gentilmente cedidos pelo Instituto da Visão (IPEPO), com o apoio do Prof. Rubens Belfort (UNIFESP). O professor e orientador da LOAB, Dr.Luís Aranha, considera um sucesso a empreitada e acha fundamental este tipo de atividade na cristalização dos conhecimentos dos alunos, além da formação de um caráter mais humano e humilde ao médico: ‘Foram 10 dias de aulas de medicina, parasitologia, infectologia, semiologia, epidemiologia e cidadania, onde aprendem alunos e professores. Com certeza, crescemos todos e colaboramos, modestamente, para o bem-estar da população local.”, diz o professor.
Sexta, 29 Julho 2016 13:01

XI EXPEDIÇÃO PURUS

 

 

 

No período de 16 a 25/7/2016 foi realizada a XI Expedição Purus (que ocorre desde 2008) com a participação de professores da USP, Faculdade São Lucas, UFSJ, profissionais da SESAU/RO, além de acadêmicos de medicina da Faculdade São Lucas e de Ciências Farmacêuticas da FAEMA (Ariquemes). Foram atendidos 208 pacientes, moradores das margens do rio Purus no município de Lábrea, Amazonas. A expedição tinha como objetivos: 1-) testar a ivermectina (ensaio clínico) para o tratamento da filariose denominada mansonelose (ainda não há tratamento específico); 2-) estimar a prevalência de hanseníase; 3-) estimar a prevalências de doenças infecciosas/parasitárias e crônicas não transmissíveis (hipertensão arterial, diabetes, etc.) e 4-) estimar a prevalência de anemia, desnutrição e parasitose intestinal.  A Expedição contou com apoio da Prefeitura Municipal de Lábrea que cedeu o barco hospital e a tripulação. Durante as atividades de pesquisa, foram doados ao todo 30 óculos para leitura (presbiopia). Estes óculos (marca Leitor) foram gentilmente cedidos pelo Instituto da Visão (IPEPO), com o apoio do Prof. Rubens Belfort (UNIFESP). Até o momento foram diagnosticados 240 casos/1.000 habitantes de mansonelose, 15,4 casos/1000 habitantes de anemia, 4,8 casos de hanseníase/1.000 habitantes. Os demais exames serão processados no ICB5/USP em Monte Negro. O professor e pesquisador, Dr.Luís Aranha, considera um sucesso a iniciativa e acha fundamental este tipo de atividade na cristalização dos conhecimentos dos alunos, além da formação de um caráter mais humano e humilde ao ao profissional de saúde: ‘Foram 10 dias de aulas de medicina, parasitologia, infectologia, semiologia, epidemiologia e cidadania,  onde aprendem alunos e professores. Com certeza, crescemos todos e colaboramos, modestamente, para o bem-estar da população local.”, diz o professor.

O presente projeto (aprovado pelo Conselho Nacional de ética em pesquisa sob o No. CAAE 49569515.8.0000.0013) visa avaliar a prevalência de fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis – DCNTs, em escolares de 6 a 15 anos. A pesquisa de campo teve início no mês de abril, nas escolas públicas de Monte Negro “Aurélio Buarque” e “Mato Grosso”, e no mês de maio na escola “Maria de Abreu”. Trata-se de um projeto em parceria entre a USP, Faculdade de Ciências Médicas de Cacoal, Faculdade de Educação e Meio Ambiente, Faculdade São Lucas e direção das escolas públicas municipais e estaduais de M. Negro. A princípio os alunos vieram até a USP/ICB5 para participar da pesquisa onde foi aplicado o questionário clinico-epidemiológico, tabela de Snellen (acuidade visual), aferição de peso/altura e pressão arterial, entrega do coletor para exame parasitológico de fezes, além de coleta sanguínea, para realização de exames tais como: Hemoglobina, Hematócrito, Creatinina, Lipidograma e Glicemia. No entanto, houve baixa adesão dos alunos sorteados. Para contornar o problema, foi utilizada a estratégia de ir à escola onde o aluno estuda e realizar a pesquisa de campo na própria escola, fato que facilitou a adesão dos alunos. Nestes dias, contou-se com a presença de todos os acadêmicos integrantes do projeto, os acadêmicos de iniciação científica: Rebeca Santos, Roberta Maulaes, Diego Lima, Leonardo Christyan e Tallita Zamarchi, além dos colaboradores Juliana Camargo, Silvana Eugênio, Patrícia Braganhol e Raquel Gonçalves, fato que favoreceu no andamento da pesquisa. Até o momento, contabilizou-se um total de aproximadamente 271 crianças examinadas, sendo que 45% correspondem ao sexo masculino, com uma prevalência de sobrepeso para obesidade de 13%, Snellen alterado (15,5% OD e 16,2% OE), intolerância glicêmica 5,1%, alterações em dislipidemia (HDL 36,1%, LDL 7%, TRIGLICERÍDEOS 10%), anemia 5,5%, exame parasitológico alterado 4% e 8% com alteração em níveis pressóricos. Contudo, vale ressaltar que alguns alunos não estão com a ficha totalmente preenchida, faltando alguns dados citado acima, dados que logo serão preenchidos com a busca ativa nas escolas. O projeto entra em sua 3ª etapa, realizando a busca ativa dos alunos que não conseguiram realizar a pesquisa na USP ou nas escolas por vários motivos.

Enf. Bruno de Oliveira- Doutorando UFSJ

 

 

 

© 2003 ~ 2015 - Instituto de Ciências Biomédicas 5 / USP (Universidade de São Paulo)

Todos os Direitos Reservados